quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Ponta pé inicial!!

Para iniciar esse projeto, nada melhor do que falar sobre aquilo que me move a fazer isso!!! Minha paixão pelo tricolor!!

Já fui fanático quando adolescente, mas hoje sou apenas um torcedor que gosta muito do time mas que sabe os limites de gostar e de idolatrar. Falo isso porque me vigio bastante nesse sentido pra não incorrer no pecado da idolatria.

Portanto não esperem textos de um apaixonado sem noção. É claro que sempre que possível vou zoar os nossos fregueses, ops, quero dizer, adversários. Pretendo aqui nesse espaço falar de táticas, cartolagem, jogadores, jogos, etc.

Dito isto, acho que vale a pena fazer um apanhado da minha vida de São Paulino.

Tudo começou quando tinha 7 anos de idade. Naquela época acompanhava futebol, mas não sentia nada de diferente, exceto quando o Botafogo entrava em campo, pois gostava muito do Botafogo. Todavia numa bela tarde de dezembro, estava eu sem fazer nada e liguei a televisão e estava passando a grande final do campeonato brasileiro de 1990, entre São Paulo e Corinthians.

Durante o jogo me flagrei torcendo pro São Paulo descaradamente e após o apito final fiquei extremamente triste com a derrota. Mas ao contrário do que possa parecer, eu fui o grande vitorioso, pois pela primeira vez eu senti algo pelo futebol.

A partir desse dia eu fiquei dividido entre o botafogo (time do meu avô) e o Tricolor (time do meu coração). Porém isso não durou muito pois logo me flagraria assistindo mais jogos do São Paulo e em 1992, depois de um jogo contra o flamengo eu resolvi assumir esse amor.

Como era muito novo na época não tinha ainda o costume de acompanhar os jogos sempre e por isso perdi grandes jogos. Talvez o único grande jogo que eu tenha visto foi a final do mundial contra o milan.

Somente no ano de 1994 eu comecei a iniciar a fase fanática da minha torcida pelo tricolor. Dois fatores foram os maiores responsáveis por isso: novas amizade; e copa do mundo. Lembro-me que o São Paulo jogava pela libertadores nas quartas feira à tarde. Horário esse que coincidia com o meu curso de inglês, o que me obrigava a matar algumas aulas. Lembro-me ainda, que esse ano ficou marcado com a minha primeira grande tristeza no mundo do futebol: a perda do tricampeonato da libertadores para o Vélez. Pela primeira vez eu chorava por causa do São Paulo.

Toda vez que passava jogo do São Paulo na tv era um acontecimento aqui em casa, já que ninguém se atrevia a me interromper, uma vez que ficava extremamente nervoso durante os jogos. Nesse período alguns fatos merecem destaques e serão citados agora:

São Paulo contra o Palmeiras, em 1996. Lembro-me desse jogo no parque antártica onde literalmente fomos roubado descaradamente. Foi o jogo onde o grande Aristizabal fez um golaço de bicicleta. Todavia no final do jogo o juiz me fez um grande favor de marcar um pênalti que não houve e ainda por cima o jogador que sofreu estava bastante impedido. Nesse momento não agüentei: desci a porrada na tv. Rsrsr. Coitada, não tinha nada a ver com isso e acabou quebrada. Até hoje sou bastante zoado por conta disso.
Em 1997, o tricolor disputou a final da supercopa dos campeões contra o River Plate. Estava eu assistindo na casa da minha vó quando tive a ingrata surpresa de que não assistiria o jogo sozinho. Estava acompanhado de um morcego que não parava de voar la dentro de casa. Fiquei apavorado, mas fui firme e não sair, pois tinha uma paixão disputando um título.

Por fim, em 2000, ocorreu o jogo que realmente iniciou o processo de desfanatização. O jogo em questão foi aquela fatídica final da copa do brasil contra o Cruzeiro. Nunca chorei tanto por causa de uma derrota. Nunca sofri tanto. Era a chance da libertadores indo por água abaixo. A partir desse dia passei a ver o futebol de uma maneira diferente.

Todavia ainda não tinha deixado de ser fanático, mas o processo já tinha sido iniciado. Já conseguia aceitar a idéia de perder o amistoso do tricolor contra o íbis, todavia ainda fica muito nervoso na hora dos jogos.

Mas aquela fase de “amarelão” e freguês das frangas também ajudou a ser apenas um torcedor apaixonado consciente.

A última vez que eu chorei pelo são Paulo foi no dia em que conquistamos o tricampeonato da libertadores, pois lembrei de tudo que tinha sofrido na minha adolescência.

É claro que ainda tem jogos em que fico extremamente nervosos, mas hoje isso se dá somente em jogos decisivos de libertadores ou brasileirão. Mas cá entre nós. Quem não fica nervoso em ver o murici inventando improvisações e protegendo e pereba do Richarlysson e Hugo. Com certeza isto será assunto para outros posts.

Bom gente, esse foi o resumo do resumo da minha vida São Paulina. Infelizmente ficou muita coisa de fora, com a história do jogo contra o Once Caldas ou até mesmo o jogo contra o Goiás que sacramentou o título brasileiro de 2008. Mas está dado o ponta pé inicial.

Fikem com Deus!!

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